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Morning Call - 02/02/2026 - Commodities ampliando as baixas!

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Agenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
10:00 – BRA – PMI Industrial S&P Global
11:45 – USA – PMI Industrial S&P Global
12:00 – USA – PMI Industrial ISM
14:00 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta

Agenda de Autoridades:
13:10 – USA – Raphael Bostic, do Fed de Atlanta (Não Vota), participa de um debate moderado em um evento organizado pelo Rotary Club de Atlanta

Agenda de Balanços:
8:50 – USA – Disney
18:05 – USA – Palantir Technologies


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 MINDOLH2026


Estados Unidos

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Os futuros dos índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em queda nesta segunda-feira, acompanhando a forte liquidação dos metais preciosos, movimento que tem forçado traders a reduzir posições em outros ativos para cobrir perdas, em meio a uma semana carregada de balanços corporativos e dados macroeconômicos relevantes. O índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIX avança cerca de 1% na sessão.

Na sexta-feira, o dólar se fortaleceu de forma expressiva, impulsionado pela nomeação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve, visto por parte do mercado como menos inclinado a uma política monetária extremamente acomodatícia, o que reforçou a pressão sobre ativos sensíveis à liquidez.

Ao longo da semana, o foco dos traders estará nos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho, com destaque para Payroll e JOLTS, além dos resultados corporativos de Alphabet, Amazon e AMD. O mercado busca sinais de que os bilhões investidos em inteligência artificial começam, de fato, a se traduzir em crescimento de receitas e margens.

Na sexta-feira, as ações ligadas ao tema de inteligência artificial ampliaram as perdas, após relatos de que a Nvidia, referência no setor, estaria reavaliando um investimento de US$ 100 bilhões na OpenAI, o que levantou dúvidas sobre a sustentabilidade da atual tese de investimentos em IA.


Europa

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As ações europeias — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, em um movimento de ajuste e seletividade antes das decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), previstas para quinta-feira, além da divulgação de resultados de cerca de 30% das empresas que compõem o STOXX 600 ao longo da semana.

Entre os dados de PMI industrial divulgados mais cedo, a grande maioria das economias do bloco apresentou melhora na atividade, incluindo Alemanha e França, as duas maiores economias da região, reforçando a percepção de estabilização cíclica após meses de fragilidade no setor manufatureiro.

No campo microeconômico, os resultados corporativos também fazem preço, embora o impacto esteja mais concentrado em empresas de pequeno e médio porte, enquanto os que traders seguem cautelosos com as companhias de maior capitalização, à espera de sinalizações mais claras sobre juros, crescimento e margens em um ambiente ainda marcado por elevada incerteza macro.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

As ações asiáticas registraram forte queda neste início de semana, em um ambiente marcado por desmonte generalizado de posições em diversos ativos, após Kevin Warsh ser indicado como próximo presidente do Federal Reserve na última sexta-feira, intensificando a aversão ao risco global.

Liderando as perdas, o índice sul-coreano Kospi KOSPI caiu mais de 5%, levando as autoridades locais a interromper temporariamente as negociações, segundo comunicado oficial. Entre os pesos-pesados do índice, SK Hynix e Samsung Electronics recuaram 8,7% e 6,3%, respectivamente.

No Japão, o índice Nikkei NI225 chegou a ensaiar uma recuperação na abertura, avançando até 1,7%, apoiado pela desvalorização do iene, que favorece empresas exportadoras, e por uma pesquisa eleitoral indicando uma possível vitória expressiva do partido da primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por sua postura fiscalmente cautelosa.

No entanto, o sentimento negativo acabou prevalecendo na região, e o índice japonês encerrou em queda de 1,2%, com 93 ações em alta contra 132 em baixa. Entre os destaques negativos, Advantest caiu 4,7%, enquanto o SoftBank recuou 3,8%.

No mercado chinês, os índices — Shenzhen 399001, China A50 XIN9, Hang Seng HSI e Shanghai 000001 — registraram perdas de até 2,6%, após dados oficiais indicarem que a atividade industrial e de serviços voltou ao território de contração. Em contrapartida, o PMI industrial da S&P Global apontou melhora marginal no setor, amenizando parcialmente o pessimismo.

Em Taiwan, o TWSE 50 TW50 caiu 1,4%, acompanhando a queda generalizada das ações na região, especialmente no segmento de tecnologia.

Na Austrália, o ASX XJO recuou 1%, pressionado por perdas expressivas das mineradoras, em meio à forte correção das commodities metálicas no mercado internacional.


Commodities

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Os mercados de commodities despencaram na segunda-feira, liderados por fortes perdas em ouro, prata, petróleo e metais industriais, após a escolha de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve desencadear uma ampla onda de venda de ativos de risco. Os metais preciosos recuam pela segunda sessão consecutiva, após um movimento de alta extremamente esticado.

A prata mais que dobrou de preço em apenas seis semanas, atingindo o recorde histórico de US$ 121,64 por onça em 29 de janeiro, em uma disparada sem precedentes impulsionada pelo forte apetite dos traders por ativos não dolarizados e por uma escassez global de metal físico frente à demanda crescente.

“Houve uma enorme corrida do varejo para esses mercados. Registramos um volume recorde de negociações nos mercados de opções ligados à prata”, afirmou Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank. Segundo ele, vendedores de opções que concedem ao comprador o direito de adquirir prata precisam, em algum grau, manter posições compradas no ativo para realizar hedge.

“Quando o mercado muda abruptamente de direção, surge uma necessidade enorme de zerar posições rapidamente, porque o racional que sustentava a operação simplesmente desaparece”, acrescentou Hansen.

A situação foi agravada pela pressão vinda do mercado chinês de commodities, onde a negociação de contratos futuros de prata precisou ser temporariamente suspensa diante da volatilidade extrema.

Hoje, o ouro recua cerca de 5%, atingindo o menor nível em mais de duas semanas, enquanto a prata cai aproximadamente 7%, após ambos terem renovado máximas históricas na semana passada. O cobre também acompanha o movimento de correção, com queda próxima de 3%.

Segundo Vivek Dhar, estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia (CBA): “A decisão do mercado de vender metais preciosos juntamente com ações americanas sugere que os traders enxergam Warsh como mais agressivo em relação à política monetária. Um dólar mais forte também pressiona os metais preciosos e outras commodities, incluindo petróleo e metais básicos.”

Uma postura mais hawkish do Fed reforça a expectativa de menor liquidez financeira, ainda que os juros venham a cair nos próximos anos. Esse novo enquadramento sustenta o dólar e eleva o custo de oportunidade de ativos sem rendimento, como ouro e prata, reduzindo seu apelo relativo após a forte valorização recente.

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Fator técnico

As vendas nos metais preciosos se intensificaram após o CME Group anunciar o aumento das margens de garantia para contratos futuros de metais, com vigência a partir do fechamento do mercado de segunda-feira.

Historicamente, elevações nos requisitos de margem tendem a ser negativas, pois exigem maior alocação de capital, reduzem a participação especulativa, diminuem a liquidez e forçam a liquidação de posições alavancadas.

O movimento de correção teve início ainda na sexta-feira, quando o ouro à vista registrou sua maior queda diária desde 1983, com recuo superior a 9%, enquanto a prata despencou 27%, na maior queda diária de sua história.

Segundo Tony Sycamore, analista de mercado da IG, posições altamente alavancadas foram liquidadas, gerando um efeito cascata de stops e vendas forçadas, em um episódio que remete aos momentos mais caóticos de 2008.

Energia

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No mercado de energia, os preços do petróleo recuam entre 5% e 6%, devolvendo parte dos ganhos acumulados nas últimas semanas. O movimento ocorre após sinais de redução das tensões entre EUA e Irã, depois que Donald Trump afirmou no fim de semana que Teerã estaria “conversando seriamente” com Washington.

Além disso, relatos de que a Guarda Revolucionária do Irã não planeja exercícios com munição real no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de desescalada geopolítica, reduzindo o prêmio de risco embutido nos preços do petróleo.

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